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quarta-feira, 27 de maio de 2015

A experiência continua!!!

Durante a última semana as aulas decorreram com normalidade, algumas turmas estão já a fazer o último teste de Ciências Naturais, outras a prepararem-se.
A nossa pequena sala, contígua ao laboratório de Biologia, cedida pela direção da escola para concretizar o projeto, está agora vazia. Os alunos e eu sentimos falta da azáfama semanal de fazer o controlo experimental realizado nos últimos meses. Por isso, ao desmontar a exposição decidimos dar continuidade ao projeto até ao final do ano letivo.
Neste momento as culturas hidropónicas estão preparadas para continuar a nossa experiência, apesar de 3 plantas terem morrido. Duas do Grupo II (100% nutritivo) e uma do Grupo III (10% de água cinzenta).

Assim como se vê na fotografia, a experiência continua!!!

Foto de grupo

Apesar do esforço para reunir todos os intervenientes neste projeto para tirar uma foto de grupo, só conseguimos juntar cerca de um quarto dos alunos.

Uma semana depois de termos montado a nossa exposição temos que agora desmontá-la....
As culturas hidropónicas têm de ser renovadas e as plantas começam a morrer, não só por falta de solução, como também por falta de luz direta no átrio de entrada da nossa escola.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

ÁGUAS CINZENTAS, NÉCTAR DE PLANTAS?

Discussão, Constrangimentos e Conclusão de Resultados Experimentais
e
Influências nas aprendizagens


Para começar gostaríamos de informar que dado o tempo limitado para a concretização deste projeto científico, não podemos tirar conclusões rigorosas sobre a influência das águas cinzentas no crescimento de plantas.

Provavelmente o nosso maior constrangimento foi na gestão do tempo. Se pudéssemos voltar atrás provavelmente não teríamos começado pela germinação de sementes e teríamos iniciado a experiência com plantas prontas a plantar. Esta crítica deve-se ao tempo excessivo gasto na formação de plântulas e no seu desenvolvimento. Como ainda estava muito frio na época do ano em que iniciámos a atividade experimental, as plântulas demoraram muito tempo a germinar.
Contudo, é de realçar que em termos de aprendizagens foi muito enriquecedor para os alunos, pois deste modo seguiram o desenvolvimento das sementes e das plântulas. Ainda puderam constatar que a temperatura é um fator abiótico importantíssimo para as plantas.

Nas variáveis independentes poderíamos ter criado mais dois grupos de plantas a germinarem em concentrações diferentes de águas cinzentas, não nos limitando apenas aos 100%, 50%, 25% e 10% de concentração.
Há que realçar aqui que a produção de soluções a diferentes concentrações de águas cinzentas foi muito importante para as aprendizagens dos alunos.

O grande crescimento do caule e da raiz registado no grupo V, permite-nos responder levianamente que as águas cinzentas são realmente um néctar para as plantas. Porém, este desenvolvimento também pode estar relacionado com uma "defesa das plantas". Estas, poderão ter crescido muito em águas cinzentas em resultado de um estímulo, de modo a "procurar" nutrientes para poderem crescer.
Para os alunos a tentativa de procurar explicações para os resultados revelou-se positivo, pois cultivou neles a curiosidade científica.

A contagem do nº de folhas foi uma variável dependente pouco precisa, pois tivemos que podar os tomateiros duas vezes. Por isso, aquando da contagem semanal, o nº de folhas não aumentava conforme o esperado.
Porém, há que informar que a poda, eliminação das folhas e dos ramos mais velhos, foi útil para a aprendizagem dos alunos. Alguns já conheciam a técnica, mas a maioria não.

A utilização de culturas hidropónicas foi fundamental para testar o efeito das águas cinzentas no desenvolvimento das plantas. Com este tipo de culturas eliminámos outras variáveis, pois o solo contém sempre sais minerais que poderiam alterar os resultados experimentais. As culturas hidropónicas também facilitam na observação de resultados, nomeadamente o desenvolvimento das raízes.
O único constrangimento relacionado com as culturas hidropónicas foi a desidratação das plantas. Como as raízes estavam tapadas com papel de alumínio, para protegê-las da radiação solar, não nos apercebemos que uma das plantas tinha apenas a extremidade da raiz dentro de água. Por isso, quase morreu.
Os alunos não conheciam as culturas hidropónicas, nem a vantagem de as utilizar neste tipo de atividades experimentais. Com este tipo de culturas observaram a evapotranspiração das plantas e a contribuição destas no funcionamento do ciclo da água e do clima.

Para concluir, não podemos afirmar com certeza absoluta que as águas cinzentas em culturas hidropónicas são um néctar de plantas. Contudo, verificámos que as plantas não só sobrevivem, como se desenvolvem perfeitamente na presença deste tipo de águas residuais.
Todavia cremos que as águas cinzentas diluídas são um néctar para as plantas em culturas de solo. Por isso, estamos motivados em concorrer para o ano ao Projeto para a Ciência Ilídio Pinho com o mesmo tipo de experiência, mas testando novamente as águas cinzentas.
A experiência iniciada este ano letivo poderá assim continuar para o ano. Podermos continuar a relatar no BLOG todas as nossas aprendizagens e permitir que mais pessoas consultem o nosso trabalho.
Este projeto teve um grande impacto nos alunos e restante comunidade escolar. Acredito que daqui para a frente mais pessoas testarão/utilizarão as águas domésticas residuais nos seus jardins e nas suas hortas.





Exposição


No dia 20 de maio de manhã, os alunos do 8º B fizeram os cartazes para a exposição, como se vê na fotografia.


Todos os alunos mostraram sempre dedicação e entusiamo pela concretização deste projeto.

A exposição foi feita no átrio principal da escola para que todos pudessem ver os nossos resultados.


Resultados

RESULTADOS

Tabela I - Resultados experimentais referentes ao tamanho médio do caule por grupo nas diferentes culturas de águas cinzentas


NOTA: As diferentes cores da legenda representam os diferentes meios de cultura testados. Até ao dia 21 de abril as plantas estiveram cultivadas num meio de cultura nutritivo.

Pela análise da tabela I construímos o gráfico I de crescimento do caule.

Gráfico I - Crescimento do caule em cm
Pela análise do gráfico I constatamos que o Grupo V de tomateiros (50% água cinzenta) foi o que registou o maior crescimento (média de 13,5 cm), seguido do Grupo IV (25% de água cinzenta). O Grupo I (100% de água cinzenta) registou o menor crescimento.

Tabela II - Resultados experimentais referentes ao nº médio de folhas por grupo nas diferentes culturas de águas cinzentas

Pela análise da tabela II construímos o gráfico II referente ao nº de folhas

Gráfico II - Nº de folhas

Pela análise do gráfico II constatamos que o Grupo II de tomateiros (100% solução nutritiva) foi o que registou o maior desenvolvimento de folhas (60 folhas), seguido do Grupo III (10% de água cinzenta). Os Grupo I, IV e V registaram no final da atividade experimental um nº de folhas menor, e muito semelhante, 45, 46 e 46 respetivamente.


Tabela III - Resultados experimentais referentes ao nº médio de botões por grupo nas diferentes culturas de águas cinzentas

NOTA: A contagem do nº de botões só começou a ser registada após o dia 5 de maio, altura em que nos apercebemos da sua existência. No dia 20 de maio, o nº de botões mantinha-se constante, pelo que não registámos na tabela III.

Na fotografia 1 podemos ver um tomateiro do Grupo II, controlo experimental. Os caules, as folhas e as raízes desenvolveram-se bem. As folhas tinham um verde intenso.

Fotografia 1 - Tomateiro do grupo II

Na fotografia 2 podemos ver um tomateiro do Grupo I, culturas efetuadas apenas com águas cinzentas. Os caules, as folhas e as raízes desenvolveram-se menos que as plantas do controlo. A raiz principal estava mais curta e com menos raízes secundárias. Os tomateiros deste grupo tinham um aspeto mais selvagem, folhas ásperas e rugosas.

Fotografia 2 - Tomateiro do grupo I

Na fotografia 3 podemos ver um tomateiro do Grupo III, culturas efetuadas com 10% de águas cinzentas. Os caules, as folhas e as raízes desenvolveram-se bem, mas menos do que as plantas do controlo. A raiz principal estava muito comprida, mas com menos raízes secundárias do que as do controlo. As folhas também apresentavam no final um verde mais intenso do que as do controlo experimental.

Fotografia 3 - Tomateiro do grupo III

Na fotografia 4 podemos ver um tomateiro do Grupo IV, 25% de água cinzenta. Os caules, as folhas e as raízes desenvolveram-se bem. As raízes deste grupo registaram o maior crescimento. As folhas tinham um verde menos intenso do que as do controlo experimental.

Fotografia 4 - Tomateiro do grupo IV


Na fotografia 5 podemos ver um tomateiro do Grupo V, 50% de água cinzenta. Os caules, as folhas e as raízes desenvolveram-se bem. As raízes deste grupo registaram o segundo maior crescimento. Os caules registaram o maior crescimento médio. As folhas tinham um verde mais intenso do que as do controlo experimental.


Fotografia 5 - Tomateiro do grupo V

Observações

Como se pode ver na fotografia 6 as plantas do Grupo I, no final da experiência apresentavam uma tonalidade de verde escuro e tinham um aspeto muito rugoso.

Fotografia 6 - Grupo I, mostrando folhas verde escuro

Fotografia 7 - Grupo II, botão quase a abrir


segunda-feira, 18 de maio de 2015

5 semanas de germinação em águas cinzentas

As plantas continuam a germinar em águas cinzentas.Eu e os alunos não poderíamos estar mais contentes com os resultados. 

Tudo indica que as águas cinzentas poderão ser um néctar para as plantas!!!!

Na fotografia em baixo, exibo orgulhosa as plantas a germinarem com robustez ao fim de 5 semanas de desenvolvimento em águas cinzentas.
Apesar dos inúmeros testes do final do período, os alunos ficaram tristes por saber que o projeto termina na sexta-feira, 22 de maio.
Mesmo com muito trabalho escolar, têm vindo a mostrar muito empenho e interesse por este projeto.
Nas aulas estão mais motivados para aprender e o comportamento também melhorou, pois sabem que assim poderão vir-me ajudar no projeto das águas cinzentas.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Gráfico de crescimento ao fim de 4 semanas

Resumo

Ao final de 4 semanas a germinar em águas cinzentas construímos o seguinte gráfico que nos permite visualizar melhor o crescimento dos 5 grupos de plantas.
Grupo I - plantas a germinarem numa solução 100% de águas cinzentas.
Grupo II - plantas a germinarem numa solução 100% de solução nutritiva.
Grupo III - plantas a germinarem numa solução 10% de águas cinzentas.
Grupo IV - plantas a germinarem numa solução 25% de águas cinzentas.
Grupo V - plantas a germinarem numa solução 50% de águas cinzentas.

Observações

De momento podemos concluir que o grupo III (10%) foi aquele que mais depressa se desenvolveu. Porém, o grupo IV (25%) atingiu na 3ª semana de germinação, o mesmo comprimento do grupo III.
O grupo I, a germinar em 100% de águas cinzentas, apresenta a curva de crescimento menor.

Conclusões intermédias

De momento podemos concluir que as águas cinzentas quando presentas em baixas concentrações nas culturas hidropónicas estimulam o crescimento das plantas.